quinta-feira, 24 de março de 2011

Vivendo na Realidade Virtual



Chegará um momento em que as pessoas não precisarão mais sair de suas casas para realizar todas as tarefas incumbidas a elas. Dentro do que pode ser realizado nos dias atuais, o que nos aguarda no futuro é bem maior. Pagar contas através de agências virtuais, comprar todo o tipo de material (desde uma simples caneta até uma televisão com tecnologia 3D) não será nada comparado a uma reunião de negócios sendo realizada na sala da sua casa a partir de imagens holográficas, onde todos os participantes estarão em diferentes partes do mundo. Isto não é ficção. É uma realidade que está logo ali.

Fala-se muito em formas de gerência e de como podemos realizar esta tarefa. Sejam consultando boas maneiras praticadas no mercado, seja através da própria experiência alcançada ao longo do tempo. Mas o que de fato devemos saber para alcançar este objetivo com êxito?

Um dos pontos mais importantes, a saber, é: pessoas fazem parte deste processo! Elas podem estar todas dentro uma mesma sala, como pode estar um grupo em Chenai, na Índia, e outro grupo em Lisboa, Portugal. Um projeto só é bem sucedido quando há harmonia e satisfação dentro de um time. Dar motivação ao recurso “homem” (não estou aqui fazendo uma alusão ao gênero masculino, visto que as mulheres, atualmente, dominam absolutamente em qualquer segmento) é muito importante para que o sucesso de um projeto seja alcançado, assim como o crescimento da organização.

A comunicação, em se tratando de times off-shore, é outro fator de extrema relevância a ser tratado. Pelo fato da distância separar um time que esteja trabalhando dentro do mesmo projeto, fica quase impossível manter a motivação do grupo, visto que muitos fatores são observados nesta questão como, diferenciação no fuso-horário, visibilidade das tarefas sendo realizadas, indisponibilidade dos meios de comunicação, indisponibilidade de recursos operacionais e, até mesmo, a falta de interesse.

Para que projetos gerenciados virtualmente tenham sucesso, é necessária a observância dos seguintes fatores:


  • Unilateralidade entre as Lideranças – Todos os líderes e gerentes deverão estar em acordo com suas idéias e decisões no que se referir ao time, ou seja, todos deverão ter o mesmo entendimento quanto às ações a serem tomadas. Não adianta realizar um acordo entre as partes sendo que a outra está designando outras tarefas ao seu time, diferente daquelas que serão necessárias para atingir um objetivo proposto.


  • Intercâmbio entre os times - Realizar este tipo de atividade auxilia na troca de experiências, visto que os integrantes de uma equipe possam fazer parte de duas culturas distintas. Além do compartilhamento de idéias, podem ser observados crescimento e satisfação pessoal.

  • Dar mais valor ao “pessoal” – Sobrecarregar uma equipe com muitas tarefas para o cumprimento de prazos é um dos maiores erros cometidos no gerenciamento de equipes, tanto virtuais como presenciais. Saber valorizar o lado pessoal é trazer o time para o lado da liderança. Promover confraternizações descontraídas, valorizar o descanso semanal, entender quando um membro da equipe precisar resolver um problema particular, dentre outras, aumenta o nível de satisfação e de empenho das pessoas, além da construção de uma aliança harmônica entre o time e a liderança.


Existem outros fatores que poderiam ser citados. Mas uma especial atenção nestes três propostos pode garantir um controle melhor da situação do projeto, garantindo seu cumprimento até o final.

Valorizar o ser humano é um fator primordial em qualquer projeto. Virtual ou presencial, o maior bem de uma empresa são os seus colaboradores. Nenhum objetivo é atingido sem este patrimônio.

Enquanto as salas físicas com imagens holográficas não estiverem a nossa disposição (o que poderá diminuir a percepção de distância), deveremos sempre procurar meios inteligentes para captar idéias e agregá-las às nossas necessidades. Todo projeto (seja ele gerenciado presencialmente ou virtualmente) tem suas particularidades, independente de como ele foi concebido ou de como está a sua situação atual. No mundo globalizado de hoje e com os meios tecnológicos ao nosso dispor, qualquer barreira deixa de ser intransponível. Deixemos as diferenças de lado e vivamos as semelhanças. Qualquer projeto não tem seus objetivos alcançados sem a valorização do seu maior recurso: o ser humano. 

Em tempos de internet

Na maioria das Organizações, pode-se notar alguns desafios em relação a cultura organizacional referente ao poder de decisão, ao processo de união entre os pares e o surgimento de novas idéias.

Com o advento da Internet e poderosas ferramentas de comunicação, o que possibilitou uma maior união entre as pessoas, novas idéias foram introduzidas em muitas organizações sem a necessidade de um chefe para aprová-las, diminuindo assim os processos burocráticos.

Nota-se um grande desafio, uma vez que muitas organizações ainda possuem um forte laço hierárquico onde as decisões são tomadas do centro para a borda e não das bordas para o centro, o que dificulta o processo de interação entre as equipes.

A partir do momento em que os colaboradores de uma empresa são convidados para a discussão dos valores desta e propor melhorias (através de foruns, vídeo-conferências, chats, grupos de discussão, etc.), nasce uma gama de críticas que auxiliarão nas futuras tomadas de decisões. É importante ressaltar que a cultura organizacional é fator importante para que isto ocorra, e que não há nenhum impedimento para que esta seja modificada.

No mundo globalizado em que vivemos hoje, onde a comunicação se torna cada vez mais fácil, é necessária a quebra de paradigmas. Poucos possuem acesso ao poder de discussão, impedindo que idéias inovadoras surjam. É necessário permitir este compartilhamento com os colaboradores para possibilitar uma maior integração com as metas da empresa.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Revolução Cultural - O Novo Caminho Ao Sucesso



Hoje, vivemos em um mundo extremamente dinâmico, onde a comunicação ultrapassa barreiras em velocidade, qualidade e diversidade de idéias trafegando por diversos meios como computadores, celulares e claro pensamentos.

Diante da vasta informação ainda estamos despreparados para lidar com ela, em suma, transformar toda informação em conhecimento útil, importante, agregador de valor e que possa nos trazer benefícios em nossas vidas.

Além deste conhecimento, precisamos aprender a ser mutáveis no sentido de aproveitar todas as idéias disponíveis e tranformá-las em projetos, estratégias de negócios, cultura organizacional, etc. Afinal uma idéia pode ser o ponto de partida para alcançar o sonhado sucesso, mesmo que seja momentâneo até que uma nova idéia, ou o conjunto delas, brilhe para continuar diversificando com a linha de gestão.

É muito comum ouvirmos que existem padrões, frameworks, dentre outras palavras comumente utilizadas no mercado, que tentam definir uma linha a ser seguida, como sugestão citada em todas elas, para que qualquer projeto possa alcançar o sucesso almejado. Mas, quantas vezes vimos que um destes padrões teve sucesso absoluto? Dificilmente isso é alcançado, pois cada organização possui uma cultura específica, que é uma das variáveis mais importantes, e muitas vezes menos valorizada, nos projetos e estratégias de negócios.

Então, o que é preciso na realidade atual para alcançar nossas metas? Como comparativo podemos usar a física onde a resposta a essa pergunta é depende. A nova sugestão, ou talvez o novo padrão a ser melhorado, é conhecer e ouvir todas as pessoas da organização e aprender com a visão de cada uma delas para conseguir desenvolver uma estratégia inovadora e altamente diferencial. Cada pessoa possui percepções e reflexões sobre qualquer assunto de forma única e somente a união de várias dessas percepções que surgem novas idéias.

Ainda estamos evoluindo, afinal nossa evolução não tem fim e sim a cada dia um novo desafio deve não ser apenas vencido, mas superado. Uma lição aprendida hoje não, necessariamente, será útil amanhã. Claro, isso não quer dizer que a base de conhecimento ficará inutilizada. Pelo contrário, uma informação inicialmente inútil pode ser percebida de outra forma como uma grande idéia. No dinamismo que o mundo se encontra, o importante, e que está sendo verdade, é que o conhecimento de várias pessoas muitas vezes é melhor que de um grupo menor de especialistas. Seja um "Severino" ou um especialista, a idéia de cada um pode fazer a diferença que a organização necessita para continuar inovando em seu modo de gestão.

Como Trabalhar com Equipes Virtuais.

Com a profissionalização em gerenciamento de projetos, surgem ofertas de cursos de especialização e pós graduação junto a utilização de uma linguagem própria através do PMBOK (Project Management Book Of Knowledge - Guia de Conhecimentos em Gerenciamento de Projetos), que representa o padrão mundial de gerenciamento de projetos. Pois não há mais espaço para erros grosseiros em projetos que interfiram diretamente na rentabilidade de um negócio. O método que permitia aprender com os erros deu lugar à profissionalização desta área para minimizar cada vez mais estas probabilidade de insucessos em projetos.

O ser humano no gerenciamento de projetos é fundamental para o sucesso, pois se não estimulado, incentivado e motivado através de remunerações, prêmios, participação nos resultados, churrascos, etc., torna-se difícil conseguir reter os talentos que irão juntar os esforços com a valorização do profissional e a confiança no time para obter o alinhamento estratégico ideal para as conquistas e sucessos do projeto. Como somos diferentes uns dos outros, todos os fatores citados determinam a baixa ou alta probabilidade de erro. Nos projetos virtualmente gerenciados, existem fatores fundamentais a serem considerados como fuso horário, cultura de um determinado pais, língua, etc. Se estes fatores não forem observados com eficácia, existirá maior vulnerabilidade do projeto devido a ausência do contato pessoal, como as possíveis dificuldades operacionais de comunicação, onde as ferramentas tecnológicas devem atuar de forma abrangente mas nunca confundida como "fim" e sim como "meio" de gerenciar o projeto, pois nada substituirá a ação do ser humano.